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Bem-vindo à Biblioteca da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses
segunda-feira, 8 de junho de 2026
terça-feira, 2 de junho de 2026
📚Novidades na nossa Biblioteca!✨
Temos dois novos livros à tua espera nas nossas estantes e já estão disponíveis para requisição!🎉
📌 Ambos os livros já podem ser requisitados na Biblioteca Escolar!
Aproveita para os descobrir e embarcar em novas aventuras através da leitura!📖
Qual deles te desperta mais curiosidade?💬 Passa pela nossa Biblioteca e leva-o contigo!😊
#BibliotecaEscolar #NovidadesLiterárias #RequisiçãoDeLivros #LerMais📚✨
segunda-feira, 1 de junho de 2026
✨Orgulho Literário na Nossa Escola!📚
É com enorme satisfação que a Biblioteca Escolar partilha com toda a comunidade educativa uma excelente notícia: várias alunas da nossa escola têm os seus textos publicados no livro da 5.ª Edição do FLIM 2026!🎉🖋️
Esta conquista reflete o talento, a criatividade e o gosto pela escrita das nossas jovens autoras, que viram os seus trabalhos reconhecidos e integrados nesta publicação.👏
🌟Texto de Ana Carolina Vale, 1.º TGE:
"A dor que não tinha nome"
Parabéns a todas pelo excelente trabalho, dedicação e inspiração que partilham através das vossas palavras!💙📖
Que esta experiência seja apenas o início de muitas aventuras literárias e que continue a incentivar o gosto pela leitura e pela escrita em toda a nossa comunidade escolar!🌱✍️✨
#BibliotecaEscolar #FLIM2026 #OrgulhoNaEscola #Leitura #EscritaCriativa #ComunidadeEducativa #TalentoLiterário
sábado, 30 de maio de 2026
🍃FLIM 2026 – Texto Vencedor🏆
A Biblioteca Escolar tem o enorme prazer de partilhar com toda a comunidade educativa o texto vencedor do FLIM 2026, da autoria da nossa aluna Nurhan Rodríguez, do 1.º TGE:👏✨
"A Pequena Folha"📖
"No alto de um grande carvalho, onde os ramos chegavam quase ao céu, viviam muitas folhas. Tinham nascido pequenas e frágeis, cresceram juntas, conhecendo o mundo através da luz e do vento. Nada lhes faltava. O sol vinha todos os dias, o vento passava e ensinava-as a mover-se, e o carvalho sustentava-as sem esforço.
Entre elas, havia uma pequena folha robusta, que gostava da segurança do ramo, da proximidade das irmãs, do modo como tudo parecia certo e completo. Quando o vento soprava mais forte, ela agarrava-se com mais firmeza e esperava que passasse.
— Aqui estamos bem! — dizia. — Não precisamos de mais nada.
As outras escutavam, mas não respondiam sempre. Havia nelas uma quietude diferente, como se soubessem se algo que ainda não lhe pudessem dizer.
O verão foi longo, a luz demorava-se nas folhas, e tudo parecia estável. Mas, pouco a pouco, algo começou a mudar — não de forma brusca, mas como um suspiro lento.
O ar tornou-se mais fresco, a luz inclinou-se, e as folhas começaram a transformar-se. As cores mudaram primeiro. Onde antes havia apenas verde, surgiram tons mais quentes, vermelho, amarelo, castanho. Como se cada folha revelasse algo que sempre estivera escondido.
A Pequena Folha observava em silêncio.
— Porque estamos a mudar? — perguntou, por fim.
— Porque o tempo também muda — respondeu uma das irmãs.
Ela não ficou satisfeita. O tempo, pensava, não devia mudar aquilo que estava bem.
Pouco depois, uma folha soltou-se. Não houve aviso. Apenas um instante em que deixou de se agarrar e passou a pertencer ao ar. Desceu devagar, levada pelo vento, sem pressa. A Pequena Folha observou, inquieta.
— Ela caiu — disse.
— Sim — respondeu outra. — E era o momento dela.
— Mas… não tentou ficar.
— Não. — Isso perturbou-a mais do que a queda.
Nos dias seguintes, outras folhas fizeram o mesmo. Uma a uma, soltavam-se com uma leveza que ela não compreendia. Não havia luta, nem pressa. Apenas um movimento natural, como se seguissem algo que não precisava de ser explicado.
— Porque é que não têm medo? — perguntou.
— Temos — disse uma das últimas. — Mas isso não nos impede.
A resposta ficou com ela, mas não a acalmou.
Quando restavam poucas folhas, o silêncio tornou-se maior. O espaço entre elas aumentou, e o vento já não encontrava a mesma resistência. A Pequena Folha começou a sentir-se sozinha.
— Eu não quero cair — disse, desta vez sem esconder o medo. Ninguém a contrariou. Uma a uma, as últimas folhas partiram. Até que ficou apenas ela.
O carvalho, que até então tinha permanecido silencioso, falou. A sua voz não vinha de um lugar específico. Estava no ramo, no ar, à volta de tudo o que rodeava a Pequena Folha.
— Ainda estás aqui — disse.
— Estou — respondeu a Pequena Folha. — Mas não sei por quanto tempo.
— Sabes — disse o carvalho. — Apenas não queres saber.
A folha tremeu.
— Eu quero ficar.
Houve uma pausa longa.
— Vou contar-te algo — disse o carvalho. — Não como resposta, mas como uma oportunidade de perceber.
A folha escutou.
— Na primavera, quando nasceste, não sabias o que era o vento. Nem o sol. Nem o próprio ramo onde cresceste. E, no entanto, aceitaste. Abriste-te à luz sem a compreender, moveste-te com o vento sem o controlar.
— Agora conheces mais — continuou o carvalho. — E é por isso que hesitas. Pensas que, ao cair, deixas de ser.
— Não deixo? — perguntou ela baixinho.
— Deixas de estar aqui — disse o carvalho. — Mas não deixas de fazer parte. As que caíram antes de ti não desapareceram. Tornaram-se parte de algo maior.
A folha olhou para baixo. Viu o chão coberto de cores. Não era vazio. Era transformação.
— Aceitar— disse o carvalho — não é perder o que és. É permitir que continues de outra forma, superar.
A folha permaneceu em silêncio. Sentia ainda o medo, mas já não era o mesmo. Era mais quieto, como se tivesse espaço para respirar. O vento voltou, e desta vez, não tentou resistir. Sentiu o ponto onde estava presa tornar-se mais leve. Olhou uma última vez para o céu aberto, para o lugar onde tinha vivido, para aquilo que tinha sido. E compreendeu, não com palavras, mas com uma espécie de calma: tinha havido um tempo para ficar, agora havia um tempo para deixar ir. Soltou-se. Caiu devagar, como as outras. E, enquanto descia, não tentou voltar atrás. Aceitou, e esperou por aquilo que vinha com calma e clareza de espírito."
Este merecido reconhecimento destaca não só o talento literário da Nurhan, mas também a importância da criatividade, da leitura e da escrita na formação dos nossos alunos!✍️📚🌟
sexta-feira, 29 de maio de 2026
📚FLIM 2026 | Celebrar a Literatura, a Arte e o Talento!✨
Hoje, dia 29 de maio, realizou-se, no Emergente - Centro Cultural do Marco de Canaveses, a cerimónia de entrega de prémios da V Edição do Concurso Literário e Artístico FLIM 2026, subordinada à palavra-tema “ACEITAR”.🫶
Rita Redshoes é madrinha do FLIM 2026 e a sua presença enriqueceu este evento, inteiramente dedicado à promoção da cultura, da leitura e da expressão artística!🎤
Muitos Parabéns à nossa aluna pela excelente conquista e a todos os participantes pelo seu empenho, criatividade e dedicação!👏
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